
VOCÊ RI DE SI MESMO?
Pouco se fala sobre a importância do humor na vida das pessoas, principalmente nas rodas psis. O próprio Freud considerar o humor “um do precioso e raro”, além de “teimoso e rebelde” (não confundir com o conceito de chiste), portanto importantíssimo para o desenvolvimento de nossas percepções pessoais, além de formas efetivas de lidar com o mal-estar social, emocional e até físico.
O bom humor é muito mais do que uma observação, mas um senso de estar e sentir. Cometer um erro e não se cobrar exageradamente por tê-lo cometido é uma maneira muito positiva de lidar com as frustrações. O sujeito que consegue rir de si têm uma noção mais completa de que a verdade é incompleta, de que o ser humano é insuficiente, imperfeito e falho.
E se sente bem com isso, pois tem uma melhor relação com seus próprios limites.
Quando rimos de nós mesmos, dizemos ao Eu que há uma recusa em aceitar as provocações impostas pela realidade. É uma vitória sobre o mundo exterior e o regozijo do princípio do prazer, que nos motiva, nos guia e nos dá força para continuar desejando.
Em uma época que estamos cada vez mais isolados (não apenas pela situação da pandemia, mas porque estamos preferindo nos manter em pretensas bolhas de segurança, o que torna a ansiedade cada vez mais latente), rir de si não traz apenas bons afetos para você, mas também para seu ecossistema pessoal.
Na próxima vez que cometer um erro, você pode dar um novo olhar para o que aconteceu, ou pode continuar reforçando sua autocobrança excessiva e sentimento de culpa. Este novo olhar pode trazer um sentimento positivo e até divertido, revelando algo até então desconhecido em você.
E aí? Vamos ter experiências mais divertidas sobre nós mesmos ou não?