
TODA GERAÇÃO É MIMIMI
Tenho visto muita gente menosprezando a dor do outro. Muito mais gente do que normalmente vemos, mesmo em clínica.
Mais do que isso: tenho visto esse tipo de comportamento se repetir em consultorias de RH, “coaches”, meios de comunicação e até entre profissionais de saúde, muitas vezes até em forma de bullying velado.
É muito triste que o discurso reducionista das redes sociais queiram colocar as pessoas em personagens, rotular ou categorizar de forma simplória pessoas com sofrimentos reais, dificuldades de criação de laços sociais e em luta pelo seu reconhecimento identitário.
Respeitar a forma de como as pessoas são em sua individualidade e singularidade deveria ser premissa básicas do humano, da relação com o próximo, da empatia.
Reagir aos fundamentos da geração anterior acontece a cada geração. Observar o ecossistema social onde a geração está inserida é importante para um olhar expansivo, relacionado ao contexto das frustrações daquele momento na história.
Quando chamam de vitimismo uma incompreensão sobre si e sobre seus afetos, é um jeito muito simplório de ver a situação da dor. Quando você, incompreendido por seus pais, se viu nesta situação, quem esteve presente quando você chorou? E quantas deram as costas?
Agora, adulto, você prefere estar presente? Ou dar as costas?
Quando foi a última vez que você realmente escutou com respeito a dor do outro?