Série - "Ruptura" - Psicanalista Sandro Cavallote
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Série – “Ruptura”

De tempos em tempos, algumas séries surgem para nos tirar do chão. Mexer com coisas que estão lá no fundo, causando um certo desconforto, ao mesmo tempo que não conseguimos deixar de assistir.
 
É a sensação de passar por um acidente de carro, sabe?
 
A primeira temporada de “Ruptura” foi meio assim para mim. Como venho de um ambiente corporativo antes de me dedicar efetivamente à transmissão da psicanálise, tudo ali mexia com conteúdos que eu não sabia muito bem definir. E talvez esteja aí a genialidade: causar estranheza por uma certa… familiaridade.
 
A premissa principal é simples, mas aterradora para as novas formas de sofrimento: podemos separar o que somos no trabalho do que somos no social? Estamos falando de literalidade: dá para dividir o que somos em 2 partes que não se encontram psiquicamente? Independentes? Dá para inserir um botão de ON/OFF do trabalho, como se pregam aí vários gurus da produtividade?
 
O simbólico passeia livre. As cores trazem mensagens. Os olhares discursam. E as histórias individualizadas em algum ponto se cruzam. Desconhecidos, mas conectados.
 
Provavelmente a série do ano, por enquanto.
 
(Disponível no Apple+)