Maturidade emocional é assumir o controle da sua vida - Psicanalista Sandro Cavallote
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Maturidade emocional é assumir o controle da sua vida

É muito bonita toda a retórica envolvendo o começo de um novo ano. Independente do que você acredite, é inegável que esta volta completa que o planeta dá traz uma sensação de que tudo pode ser diferente. Promessas e listas feitas, pedidos e troca direcionados para crenças, subterfúgios de autoengano que suportam uma força natural a cada um de nós que na maioria das vezes não é colocada em prática da forma correta: a mudança.

Quando falamos de mudanças, temos que ir além dos pequenos hábitos que, por mais importância que tenham no dia a dia, não serão suficientes para o enfrentamento necessário da sua relação com suas frustrações. E normalmente operamos neste nível: no do saciamento momentâneo, que nos dá a falsa impressão de que algo pode acontecer. E nos frustramos porque as coisas não acontecem, simples assim. A percepção de uma real mudança vem através da conscientização de sua real jornada, do aproveitar o caminho. E isso não é nada fácil. E tal enfrentamento doi. Doi muito. Porque passamos a vida toda tentando evita-lo, na maioria das vezes com as pequenas doses de contentamento. Perceber-se em suas reais emoções é direcionar boa parte do esforço para um caminho de reencontro com seu Desejo. E, para isso, amadurecer é fundamental.

Não estamos aqui falando do amadurecer que aprendemos no cotidiano, como sempre, há uma simplificação da palavra. Geralmente ouvimos essas palavras com uma conotação de um potencial empobrecimento e fragilidade do ser.

O amadurecer tem muito mais a ver com a relação que temos com as nossas experiências pessoais e situações que podem exigir algo além do que temos a oferecer. Quando temos consciência de nossos limites e nos permitimos falhar, estamos observando o processo de aprendizado dentro dessas escolhas. E tudo bem, porque o importante é o que se tira dessas escolhas, não o resultado final.

Portanto, quando falamos de amadurecimento emocional é conhecer-se e entender-se melhor com as gratificações. Adiá-las e abrir os olhos para tudo o que acontece antes delas é relacionar-se melhor com sua própria vida.

Porque, no final, a gratificação tem que ser a própria jornada, não apenas o que há no final dela.