
Livro: “Mal-Estar na civilização e outros textos”. Sigmund Freud.
A base. Sempre.
A formação contínua na Psicanálise em algum ponto nos coloca neste dilema de revisita dos estudos. E, educados socialmente que somos a “sempre ir em frente”, acabamos nos colocando numa posição de desconforto em relação ao que se olhou.
Entretanto, conforme os estudos avançam, torna-se imprescindível a reconstrução de si acerca do passado, do reencontro, da ressignificação, da re-formatação. Afinal, no setting analítico, essa dinâmica é fundamental.
Somos seres que experienciam. E reavaliar experiências passadas sob um novo olhar, uma nova perspectiva (agora, com novos saberes) é parte do caminho de reencontro. E com os estudos, não é nada diferente. Mais do que adquirir os novos conteúdos, observar os antigos com visões contemporâneas e, sempre, lembrar que a base é Freud. E sempre será.
Na jornada psicanalítica, tão importante quanto onde se quer chegar é o trajeto pelo qual nos constituímos. E, de tempos em tempos, passar naquele amigo que compartilhou tanto para um café e, quem sabe, novas percepções.