
Lilou
O luto é inevitável. É um processo lento, triste e doloroso pelo qual todos, em algum momento de nossas vidas, devemos passar. Ele é composto por estágios, e por afetos que variam entre a negação do objeto perdido, a raiva pela perda, passando pela necessidade de negociação sobre os sentimentos, e até por um período de tristeza extrema, até a aceitação.
Cada um de nós deverá experienciar o luto. Existe uma complexidade e uma simplicidade nesta experiência que pode ensinar muito sobre nós. São limites sobre controle que precisam ser compreendidos e vividos, mesmo que pareça uma barreira intransponível. Só consegui compreender e me sentir melhor com as decisões com o acompanhamento terapêutico. Ele me ajudou a passar por uma fase já difícil (eu estava passando por outro processo de luto, e muita gente pode se identificar com isso, devido ao momento que estamos enfrentando).
E, novamente, cada luto é pessoal. A experiência pode se dar por uma pessoa, um animal, um projeto. Cada luto é único, porque cada um de nós é único.
Minha forma de encerrar este ciclo eu encontrei em uma despedida que me desse paz, consideração e arte. 11 anos atrás a Lilou veio para minha vida em uma fase complicada. Ela foi minha amiga, um dos pequenos alicerces que edificam a caminhada. Esta belíssima ilustração simboliza meu amor e dedicação por um ser que só amor puro. Um coração muito grande que não cabia nela mesma.
Agradeço demais ao Norton, Cris e Sonia por terem colocado essa felicidade pura na minha vida. E obrigado aos meus familiares que a receberam com todo amor.
Pelo amor incondicional e por ter passado por tudo comigo, minha linda Marisa.
Obrigado também ao Marcos, meu terapeuta, que foi fundamental na compreensão desse momento.
Aos amigos de verdade, que estão todo dia, mesmo que virtualmente, presentes.
E a arte é do incrível Lucas, que soube transpor em seu traço a exata essência da nossa Lilou.
A experiência do luto é dolorosa, mas transformadora. Se sentirem que precisam de ajuda para passar pelo processo, procurem. E tenham sempre empatia por quem está numa situação desta, ainda mais quando estamos em um momento que normalizam a dor do próximo.