Comunicação não violenta - não comunicar ao outro o que lhe magoou é negar a oportunidade de reparação - Psicanalista Sandro Cavallote
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Comunicação não violenta – não comunicar ao outro o que lhe magoou é negar a oportunidade de reparação

Uma das situações mais difíceis que encontramos em clínica é quando há um entrave na comunicação, seja ela com o parceiro, com amigos, na família ou no trabalho. Em primeira instância o ato de falar parece simples, mas não é. São muitas variáveis relacionadas a voz, linguagem corporal, verbalização, momento adequado, entre outras. Além disso, há a ambientação, a urgência, a perda, e o cansaço de tentativas (muitas vezes erradas) de abrir um canal.

Ao receber uma informação ou tratamento que não lhe deixa à vontade, o corpo gera uma resposta e, dependendo da maneira que você lida com as frustrações, esta resposta pode vir de maneiras variadas, desde formas violentas até à não-resposta (o conhecido “engolir o sapo”). Não tornar-se aquilo que te que feriu é parte importante do processo.

Trabalhar qual a melhor reação para esse afeto é primordial, porque a partir dessa reação muito pode se manifestar, como posturas de vingança, raiva e até somatização (quando o corpo manifesta fisicamente suas condições psicológicas).

Quando entendemos que comunicar ao outro o que trouxe mágoa é uma oportunidade grande de reflexão e redenção é porque somos seres que são influenciados o tempo todo por diversos impulsos. Quando não dizemos que estamos feridos e explicamos o motivo real, de forma clara, calma e argumentativa, prevalece a raiva, a tristeza e a falta de companheirismo. Em um debate onde se impera a violência (de todas as formas, física, emocional e psicológica) não há como trazer luz.

O ponto inicial do processo de comunicação é conhecer-se. Ter consciência de seus limites, de suas falhas e trabalhar a autocrítica são elementos primordiais para que você possa expressar-se melhor. Além disso, o autoconhecimento ajuda você a valorizar-se para que você mesma (o) possa ser uma bússola de suas decisões.

Encontrar a forma mais eficaz de comunicar é um processo difícil, mas transformador. Não só para quem está respirando fundo e dizendo o que sente, mas também para quem recebe a informação, que tem a oportunidade de refletir sobre suas ações e tornar-se, na maioria das vezes, uma pessoa melhor.

Se precisar de ajuda neste processo, procure um profissional.