
a black friday não vai preencher esse vazio
Se há algo que o isolamento causado pela pandemia nos ensinou é que precisamos reavaliar nossa estrutura de consumo. Não há nada de errado em comprar, o problema é quando o ato se torna compulsivo e que busca preencher os pretensos “vazios” que se sente. E o comércio sabe muito bem disso.
Muito além da obrigatória pesquisa dos preços (porque se você ainda não percebeu, a Black Friday também é um momento em que as empresas, em sua maioria, não oferecem descontos reais, e sim pretendem pegar os incautos e os despreparados através de impulsos e estratégias de convencimento focadas em necessidades emocionais, não físicas) ser racional é o melhor caminho. Uma mente bem preparada, reflexiva e não impulsiva é o melhor caminho para este momento. Se você responder aos estímulos do marketing digital durante estes dias de forma automática, intuitiva e impulsiva, certamente vai se arrepender posteriormente.
Tente olhar para os últimos meses de isolamento: você realmente precisa da quantidade de roupas que tem? Você as usa? E a quantidade de telas em sua casa, é exagerada? Você realmente precisa de mais uma? Livros são importantíssimos, mas quantos estão “na fila” desde a Black Friday passada? Quantos de seus utensílios domésticos fazem parte real do seu dia?
O desejo sempre “migra” de lugar. Ao conquistar aquilo, você em breve já terá outro desejo. E será sempre assim, portanto o novo celular (que talvez você nem precise) vai completar aquele vazio durante um tempo, em breve ele será só mais um objeto, porque sua busca não é sobre um objeto. Pense bem: quantas vezes você adquiriu algo, sentiu um afeto positivo enorme, mas momentâneo? E o arrependimento apareceu, trazendo mais uma frustração?
O consumo consciente precisa ser uma realidade. Essa mudança comportamental pode ser um diferencial para sua qualidade de vida. Todo excesso esconde uma falta. E essa falta certamente não será preenchida por uma compra desnecessária.
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